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15/07/2026Diferença DIU de cobre ou hormonal: indicações e cuidados
O DIU é um método contraceptivo de longa duração inserido dentro do útero. Entre as opções mais conhecidas estão o DIU de cobre e os DIUs hormonais, como Mirena e Kyleena.
Embora todos tenham o objetivo de prevenir a gravidez, eles funcionam de maneiras diferentes, possuem durações distintas e podem influenciar o ciclo menstrual de formas diferentes.
A escolha entre DIU de cobre ou hormonal deve considerar o histórico de saúde, o padrão menstrual, os objetivos contraceptivos, a presença de cólicas ou sangramento intenso e as preferências de cada paciente.
Neste artigo, você entenderá as principais diferenças entre os tipos de DIU, suas indicações, duração, possíveis efeitos e cuidados antes e depois da inserção.
O que é o DIU?
DIU significa Dispositivo Intrauterino. Trata-se de um pequeno dispositivo colocado dentro do útero por uma profissional habilitada.
O método pode ser hormonal ou não hormonal e oferece contracepção de longa duração sem exigir uso diário.
Entre suas principais características estão:
Alta eficácia contraceptiva.
Longa duração.
Reversibilidade.
Baixa necessidade de manutenção diária.
Possibilidade de retirada quando a paciente desejar ou quando houver indicação médica.
O DIU não protege contra infecções sexualmente transmissíveis. Para essa finalidade, o uso de preservativo continua sendo recomendado.
Qual é a diferença entre DIU de cobre e DIU hormonal?
A principal diferença está no mecanismo de ação e na presença ou ausência de hormônio.
O DIU de cobre não contém hormônios. Ele libera íons de cobre dentro do útero, provocando uma reação local que prejudica a mobilidade e a função dos espermatozoides, dificultando a fecundação.
O DIU hormonal libera levonorgestrel principalmente dentro do útero. Esse hormônio torna o muco cervical mais espesso, dificultando a passagem dos espermatozoides, e reduz a espessura do endométrio.
Essas diferenças também influenciam o padrão menstrual e os possíveis efeitos percebidos pela paciente.
Como funciona o DIU de cobre?
O DIU de cobre é um método contraceptivo não hormonal.
O cobre liberado pelo dispositivo provoca uma reação local no útero, criando um ambiente desfavorável aos espermatozoides e dificultando a fecundação.
Por não liberar hormônio, o DIU de cobre pode ser considerado por mulheres que desejam evitar métodos hormonais ou que apresentam alguma condição clínica em que o uso de hormônio não seja recomendado.
A indicação, entretanto, deve ser feita após avaliação ginecológica individualizada.
Quanto tempo dura o DIU de cobre?
A duração do DIU de cobre varia conforme o modelo do dispositivo.
Alguns modelos podem permanecer por vários anos, chegando a até 10 anos de uso contraceptivo, conforme indicação do fabricante e avaliação médica.
A paciente deve guardar o registro da inserção e acompanhar a data prevista para retirada ou substituição.
Quais são os possíveis efeitos do DIU de cobre?
Nos primeiros meses após a inserção, algumas mulheres podem apresentar:
Aumento do fluxo menstrual.
Cólicas mais intensas.
Sangramento irregular.
Desconforto pélvico transitório.
Essas alterações podem diminuir com o tempo, mas variam entre as pacientes.
Mulheres que já apresentam fluxo muito intenso, anemia ou cólicas importantes devem conversar com a ginecologista sobre esses sintomas antes de escolher o método.
Como funciona o DIU hormonal?
O DIU hormonal libera levonorgestrel principalmente dentro do útero.
Esse hormônio atua principalmente de duas formas:
Espessa o muco cervical, dificultando a passagem dos espermatozoides.
Reduz a espessura do endométrio, o tecido que reveste internamente o útero.
Como consequência, muitas pacientes apresentam redução do fluxo menstrual e das cólicas.
Os principais DIUs hormonais disponíveis incluem Mirena e Kyleena.
Quanto tempo duram Mirena e Kyleena?
A duração depende do tipo de dispositivo e da finalidade do uso.
Para contracepção:
O DIU Mirena pode ser utilizado por até 8 anos.
O DIU Kyleena tem duração de até 5 anos.
Quando o Mirena é utilizado para controle de sangramento menstrual intenso ou proteção endometrial, a indicação permanece de até 5 anos.
A duração deve ser acompanhada com base na data de inserção e nas orientações recebidas durante o atendimento.
Quais são os possíveis efeitos do DIU hormonal?
Nos primeiros meses, podem ocorrer alterações no padrão menstrual, como:
Sangramento irregular.
Pequenos escapes.
Redução progressiva do fluxo.
Ausência de menstruação em algumas pacientes.
A amenorreia, ou ausência de menstruação, pode ocorrer especialmente com o Mirena. Isso não significa necessariamente que exista algum problema, mas deve ser explicado durante a consulta.
Outros efeitos podem ocorrer, e a resposta varia conforme o organismo de cada paciente.
Para quem o DIU de cobre pode ser considerado?
O DIU de cobre pode ser considerado em situações como:
Preferência por um método sem hormônio.
Desejo de contracepção de longa duração.
Intolerância ou contraindicação a determinados métodos hormonais.
Interesse em um método reversível.
Necessidade de contracepção sem rotina diária.
A decisão deve levar em conta o padrão menstrual, a presença de anemia, a intensidade das cólicas e o histórico clínico.
Para quem o DIU hormonal pode ser considerado?
O DIU hormonal pode ser considerado por mulheres que desejam contracepção de longa duração e que também apresentam situações como:
Sangramento menstrual intenso.
Cólicas importantes.
Necessidade de proteção endometrial em situações específicas.
Preferência por um método hormonal de ação predominantemente local.
Desejo de reduzir o fluxo menstrual.
Em algumas pacientes com adenomiose ou endometriose, o DIU hormonal pode integrar o manejo de sintomas relacionados a dor e sangramento, conforme avaliação ginecológica.
DIU de cobre ou hormonal: qual pode reduzir mais o fluxo?
O DIU hormonal tende a reduzir o fluxo menstrual ao longo do tempo.
O Mirena, em particular, pode ser indicado em determinadas situações de sangramento menstrual intenso.
O DIU de cobre, por outro lado, pode aumentar o fluxo e as cólicas, principalmente nos primeiros meses.
Por isso, o padrão menstrual anterior à inserção é um dos pontos importantes na escolha do método.
DIU de cobre ou hormonal: qual tem menos hormônio?
O DIU de cobre não contém hormônio.
Os DIUs Mirena e Kyleena liberam levonorgestrel principalmente dentro do útero.
O Kyleena possui menor quantidade total de hormônio e tamanho reduzido em comparação com o Mirena, mas isso não significa que seja automaticamente a melhor opção para todas as mulheres.
A escolha depende do objetivo contraceptivo, do padrão de sangramento, das características do útero e da avaliação individualizada.
Mirena ou Kyleena: quais são as diferenças?
Mirena e Kyleena são DIUs hormonais, mas apresentam algumas diferenças.
O Mirena:
Pode ser utilizado por até 8 anos para contracepção.
Pode reduzir de forma importante o fluxo menstrual.
Pode ser indicado para controle de sangramento menstrual intenso e proteção endometrial por até 5 anos.
Pode levar à ausência de menstruação em algumas pacientes.
O Kyleena:
Tem duração contraceptiva de até 5 anos.
Possui tamanho reduzido.
Libera menor quantidade hormonal em comparação com o Mirena.
Pode ser considerado em mulheres nulíparas ou com útero de menor tamanho, conforme avaliação médica.
A escolha entre os dois dispositivos deve ser feita durante consulta ginecológica.
Quem nunca engravidou pode colocar DIU?
Sim. Mulheres que nunca engravidaram podem utilizar DIU de cobre ou hormonal.
A decisão deve considerar o tamanho e a anatomia do útero, o histórico clínico, o padrão menstrual e as preferências da paciente.
O fato de a mulher nunca ter engravidado não é, por si só, uma contraindicação ao uso do DIU.
O DIU pode causar infertilidade?
O DIU é um método reversível e não causa infertilidade por si só.
Após a retirada, a fertilidade pode retornar rapidamente.
Infecções sexualmente transmissíveis não diagnosticadas podem afetar a saúde reprodutiva. Por isso, a avaliação antes da inserção deve considerar sintomas, histórico sexual e necessidade de investigação.
Quais avaliações podem ser feitas antes da inserção?
Antes da inserção, a ginecologista avalia aspectos como:
Histórico de saúde.
Possibilidade de gravidez.
Padrão menstrual.
Presença de dor pélvica.
Risco de infecções.
Características do útero.
Medicamentos em uso.
Exames podem ser solicitados conforme a necessidade clínica.
Papanicolau, ultrassom e outros exames não são obrigatórios em todos os casos apenas para colocar o DIU. A indicação depende da idade, dos sintomas, do histórico e dos critérios de rastreamento de cada paciente.
Como é feita a inserção do DIU?
A inserção é realizada por uma profissional habilitada em ambiente adequado.
Durante o procedimento, o dispositivo é colocado dentro do útero por meio do colo uterino.
A experiência de dor ou desconforto varia entre as pacientes. Algumas sentem cólica leve ou moderada, enquanto outras podem apresentar maior sensibilidade.
A ginecologista pode orientar medidas de conforto e avaliar a necessidade de estratégias específicas conforme cada caso.
É necessário colocar DIU durante a menstruação?
Nem sempre.
O DIU pode ser inserido em diferentes momentos do ciclo, desde que a profissional consiga excluir a possibilidade de gravidez e considere o momento adequado para o procedimento.
A decisão depende da avaliação clínica e do método escolhido.
Quais cuidados são recomendados após a inserção?
Depois da inserção, a paciente deve seguir as orientações fornecidas pela equipe.
Podem ocorrer cólicas leves, pequenos sangramentos ou desconforto transitório.
O retorno e a eventual realização de ultrassom devem seguir a orientação da ginecologista, considerando o procedimento, os sintomas e as características de cada paciente.
Na Clínica Dr. Raimundo Nunes, o acompanhamento após a inserção pode incluir retorno para avaliação e ultrassom de controle, conforme orientação médica.
Quais sinais merecem avaliação médica?
A paciente deve procurar orientação médica quando apresentar sintomas como:
Dor pélvica intensa ou persistente.
Febre.
Sangramento muito intenso.
Corrimento com odor forte.
Desmaio ou mal-estar importante.
Suspeita de gravidez.
Desconforto persistente durante a relação.
Esses sintomas não significam necessariamente que exista uma complicação, mas precisam ser avaliados.
O DIU pode sair do lugar?
O deslocamento ou a expulsão do DIU pode ocorrer, embora não seja frequente.
Quando há suspeita de alteração no posicionamento, a paciente deve procurar atendimento.
Dor persistente, sangramento diferente do habitual ou dificuldade para localizar o dispositivo durante o exame podem levar à necessidade de avaliação clínica e, em alguns casos, ultrassom.
O DIU pode causar dor durante a relação?
Dor durante a relação pode ter diferentes causas.
Ela pode estar relacionada ao posicionamento do DIU, mas também a outras condições ginecológicas.
Por isso, dor pélvica ou desconforto persistente durante a relação deve ser investigado por uma ginecologista.
É possível retirar o DIU antes do prazo?
Sim. O DIU pode ser retirado antes do fim do período de uso quando a paciente desejar engravidar, trocar de método ou quando houver indicação médica.
A retirada deve ser feita por uma profissional habilitada.
Não é recomendado tentar retirar o dispositivo em casa.
DIU de cobre ou hormonal: como escolher?
A escolha deve considerar:
Desejo de evitar hormônio.
Intensidade do fluxo menstrual.
Presença de cólicas.
Histórico de anemia.
Objetivos contraceptivos.
Duração desejada.
Características do útero.
Condições de saúde.
Preferências pessoais.
Não existe um tipo de DIU que seja melhor para todas as mulheres.
O método mais adequado é aquele que corresponde ao histórico, às necessidades e aos objetivos de cada paciente.
DIU de cobre ou hormonal em São Paulo
Mulheres que desejam avaliar DIU de cobre, Mirena ou Kyleena em São Paulo podem buscar atendimento ginecológico para esclarecer dúvidas e analisar qual método pode ser mais adequado.
A Clínica Dr. Raimundo Nunes possui unidades na Bela Vista, próxima à Avenida Paulista, e no Itaim Bibi.
Durante a consulta, podem ser avaliados o histórico de saúde, o padrão menstrual, os objetivos contraceptivos e as características individuais da paciente.
Perguntas frequentes sobre DIU de cobre e hormonal
Qual DIU dura mais?
A duração depende do modelo. Alguns DIUs de cobre podem durar até 10 anos. Para contracepção, o Mirena pode durar até 8 anos e o Kyleena até 5 anos.
Qual DIU reduz mais o fluxo menstrual?
Os DIUs hormonais tendem a reduzir o fluxo. O Mirena pode ser utilizado em determinadas situações para controle de sangramento menstrual intenso.
O DIU de cobre aumenta a menstruação?
Pode haver aumento do fluxo e das cólicas, principalmente nos primeiros meses. A intensidade varia entre as pacientes.
O DIU hormonal pode parar a menstruação?
Sim. Algumas mulheres apresentam ausência de menstruação, especialmente com o Mirena. Outras continuam menstruando com fluxo reduzido ou irregular.
Quem tem endometriose pode usar DIU hormonal?
Em alguns casos, o DIU hormonal pode integrar o manejo de sintomas relacionados à endometriose, principalmente dor e sangramento. A indicação depende da avaliação ginecológica.
Quem tem anemia pode usar DIU de cobre?
Mulheres com anemia ou fluxo muito intenso precisam conversar com a ginecologista antes da escolha, pois o DIU de cobre pode aumentar o sangramento menstrual.
DIU engorda?
Os efeitos variam conforme o organismo e o tipo de dispositivo. O DIU de cobre não contém hormônio. Nos DIUs hormonais, a absorção sistêmica é menor do que em alguns outros métodos, mas sintomas individuais devem ser avaliados durante o acompanhamento.
É possível engravidar logo após retirar o DIU?
Sim. A fertilidade pode retornar rapidamente após a retirada.
DIU de cobre e DIU hormonal são métodos contraceptivos de longa duração, mas apresentam diferenças importantes.
O DIU de cobre não contém hormônio e pode aumentar o fluxo menstrual e as cólicas. Já os DIUs hormonais, como Mirena e Kyleena, tendem a reduzir o sangramento e podem ser considerados em situações clínicas específicas.
A escolha deve ser feita após avaliação ginecológica, considerando o histórico de saúde, o padrão menstrual, os objetivos contraceptivos e as preferências da paciente.
Para mais informações sobre avaliação e inserção de DIU em São Paulo, entre em contato com a Clínica Dr. Raimundo Nunes pelo botão de WhatsApp do site.
Clínica Dr. Raimundo Nunes — Ginecologia e Obstetrícia em São Paulo/SP
Unidade Bela Vista: Rua Itapeva, 490 – 5º Andar, Cj. 51 – São Paulo/SP
Unidade Itaim Bibi: Rua Joaquim Floriano, 940 – Cj. 41 – São Paulo/SP
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação individualizada com uma ginecologista.




